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terça-feira, 8 de outubro de 2013

« Les Mémorables » (1989)

Este programa, transmitido pelo canal Arte em 15 de setembro de 1989, é composto por quatro partes: O "Retrato de L.-F. Celine ", dirigido por Yves Kovács para "Coleção Memorabílias", seguido de entrevistas filmadas com Peter Dumayet (1957) e Louis Pauwels (1961) e, finalmente," Passos no caminho de Celine" do programa "O Fundo e a forma" (1971) por Charles Chaboud onde Lucette Destouches retorna nos passos de Celine à Sigmaringen.

Louis-Ferdinand CÉLINE : « Les Mémorables » (1989) por alcyon12


Fonte: http://www.lepetitcelinien.com/

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

De um Céline à outro (Documentário, 1969)

De um Céline à outro (106 min.), documentário realizado por Yannick Bellon e Michel Polac difundido em duas partes - 8 e 18 de maio de 1969. O documentário apresenta testemunhos de Lucette Destouches, Michel Simon, o Dr. Willemin, François Gibault, René Barjavel, Gen Paul, Dominique de Roux, Michel Audiard...


Seguem 18 vídeos, documentário completo:





















Fonte: http://www.lepetitcelinien.com/2012/08/l-f-celine-bibliotheque-de-poche-dun.html

sábado, 19 de janeiro de 2013

A casa que vislumbramos atrás do portão enferrujado


Está escrito em letras grandes na caixa de correio: <<Destouches>>. Sem dúvida a casa que vemos atrás das barras do portão enferrujado é da viúva de Céline. O tempo a congelou desde a morte do escritor no 1º de Julho de 1961. Marie-Ange, a guardiã do templo, recebe visitantes mesmo com seus 96 anos, é chamada de "madame". "Você pode passear pela casa, se quiser". A neve range sob os pés. A árvore deixa cair os cachos e a casa é coberta por heras. Logo após a grande janela do andar térreo, um papagaio branco olha fixamente para os intrusos. Este é Toto, "A madame o encontrou 35 anos atrás em um dos bosques de Meudon, assim como Céline" diz Marie-Ange. Madame dorme no primeiro andar, no quarto onde seu marido morreu. Por lealdade, ela jamais quis sair daquele quarto. O olhar estremecedor entre os dois remonta à 1936. Ela tinha 23 anos, ele 41. Ela era uma dançarina sem o hábito da leitura, ele havia escrito Viagem ao fim da Noite. Céline, apavorado pela decadência da carne, tinha amado o rigor físico de Lucette. "O dia não passa sem que a madame fale amorosamente de Loius" sussurra a matrona. É como se o maldito de Meudon ainda vivesse  lá. Á sombra de uma árvore, arqueou sua figura, envolta numa camisola, e emerge atravessando o jardim. Nos fundos da casa,  o belo terraço tornou-se uma laje vulgar de concreto coberta de silvas. A banheira abandonada domina um amontoado de lembranças. As cadeiras de vime onde Céline costumava sentar estão caindo aos pedaços. Hoje, o que resta do gato Bébert descansa sobre um pinus. Um pouco mais adiante está a cadela Bessy, como Céline nos conta em De Castelo em Castelo. Há alguns anos  Lucette não deixa o seu jardim. O mundo de hoje lhe desespera. Desde o seu enclave, ela vela por fantasmas, monta a guarda para o tempo que passa...